Red Nose São Sebastião Pro decide último título sul-americano de 2018 em Maresias

por Redação de Olho no Mar / 29/10/2018

O evento com status QS 3000, vale 3.000 pontos para o ranking que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League e vai decidir o último título sul-americano de 2018 da WSL South America que ainda não foi definido.

O Red Nose São Sebastião Pro vai promover nesta semana a última etapa importante do WSL Qualifying Series, antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana. Mais de 100 surfistas de 13 países vão competir a partir de quarta-feira na Praia de Maresias, que certamente vai lotar mais uma vez no feriadão de 2 de novembro. O evento com status QS 3000, vale 3.000 pontos para o ranking que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League e vai decidir o último título sul-americano de 2018 da WSL South America que ainda não foi definido. Os paulistas Wesley Santos e Renan Peres, o Pulga, são os únicos que podem repetir a festa do ano passado do surfista de São Sebastião, Thiago Camarão, com o troféu de campeão de 2017 na mesma Praia de Maresias.

Thiago Camarão (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

“Ser campeão sul-americano sempre foi um sonho para mim, que consegui realizar no ano passado. Foi um título inédito na minha vida e que me rendeu bons frutos”, disse Thiago Camarão, que neste ano está na briga direta pelas últimas vagas na lista dos dez surfistas que se classificam para o CT pelo WSL Qualifying Series. Ele é 19.o colocado no ranking que está garantindo até o 13.o no momento, o norte-americano Evan Geiselman.

Uma vitória no Red Nose São Sebastião Pro pode leva-lo até a 15.a posição, para chegar mais próximo ainda do G-10 nas duas etapas do QS 10000 que vão fechar a lista no Havaí. “É sempre bom competir em casa, sempre gera aquela ansiedade, mas estou sem pressão”, afirma o atual campeão sul-americano. “Ninguém espera que eu vá conseguir (a vaga) e não será uma missão fácil, então estou indo para o Havaí sem pressão e se acontecer será incrível”.

Wesley Santos (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

O título sul-americano da WSL South America ganhou importância quando a World Surf League passou a garantir a participação dos campeões regionais dos seus sete escritórios divididos pelo mundo, nas etapas com status QS 10000 e QS 6000, que são decisivas na disputa pelas dez vagas para o CT. Isso para premiar os surfistas que não conseguirem ficar entre os 96 primeiros colocados no ranking final do WSL Qualifying Series, número limite dos que podem competir nestes eventos mais importantes.

Então, ser campeão regional é a grande chance para Wesley Santos e Renan Pulga, pois no momento estão fora deste grupo. Wesley é o vice-líder no ranking da WSL South America e no QS ocupa o 139.o lugar, com Renan em 133.o no mundial e terceiro no regional. O líder é o peruano Alonso Correa, que não vem defender o título sul-americano no Brasil. O Peru não tem nenhum campeão da categoria masculina na história da WSL South America, mas ele preferiu ir disputar a etapa de Sunset Beach que começa neste sábado no Havaí, também com status QS 3000 como o Red Nose São Sebastião Pro.

Renan Peres Pulga (Foto: @WSL / Matt Power)

CHANCES DE TÍTULO – Para superar os 2.280 pontos do peruano Alonso Correa no ranking, o surfista de Peruibe, Wesley Santos, precisa no mínimo de um nono lugar no QS 3000 Red Nose São Sebastião Pro. Ou seja, não ficar em quarto lugar na última rodada de baterias formadas por quatro competidores, quando os 16 melhores do campeonato disputam vagas para as quartas de final. A missão de Renan Peres, que é de São Sebastião, da Praia da Baleia, é mais difícil, pois para ele só interessa a vitória na Praia de Maresias.

Os dois já conseguiram vencer etapas do WSL Qualifying Series pela primeira vez nas suas carreiras esse ano. Wesley Santos chegou até a liderar o ranking sul-americano com a vitória no QS 1500 da Argentina, no início do ano em Mar del Plata. E Renan Peres festejou seu primeiro título em eventos do Circuito Mundial nos Estados Unidos, em agosto no QS 1000 da Carolina do Norte. Mas, na América do Sul, Pulga só conseguiu chegar nas quartas de final, ficando em quinto lugar três vezes, a última delas semana passada em Itacaré, na Bahia.

Jadson Andre (Foto: @WSL / Poullenot)

ESTRELAS DA ELITE – A tarefa não será fácil para eles, pois surfistas de outros doze países vêm disputar os 3.000 pontos do Red Nose São Sebastião Pro, dos Estados Unidos, Portugal, França, Espanha, Alemanha, Suécia, México, Argentina, Uruguai, Peru, Chile e Ilhas Canárias. Além disso, para complicar ainda mais, até algumas estrelas da elite mundial vão competir, como o número 4 do Jeep Leaderboard, Italo Ferreira, que se tornou o único a vencer três etapas do CT esse ano, com o título conquistado na última semana em Portugal.

O cearense Michael Rodrigues, o catarinense Yago Dora, o pernambucano Ian Gouveia e o paulista Jessé Mendes, são os outros integrantes da “seleção brasileira” no CT 2018, que vão prestigiar o Red Nose São Sebastião Pro na próxima semana em Maresias. O campeão mundial Adriano de Souza também estava inscrito, porém sofreu uma contusão no joelho em Portugal e teve que cancelar sua participação.

Deivid Silva no Costão do Santinho (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

CANDIDATOS AO TÍTULO – O potiguar Jadson André e o paulista Miguel Pupo, que mora na Praia de Maresias, são mais dois fortes concorrentes ao título do QS 3000 da Red Nose em São Sebastião. Jadson é o sétimo do ranking no momento e Miguel também já esteve no G-10 esse ano, mas agora ocupa a 23.a posição. Pupo já venceu essa etapa em sua casa três anos atrás e pode subir para o vigésimo lugar se repetir o feito.

Outro sério candidato ao título em Maresias é o paulista Deivid Silva, número 6 no ranking do QS e que está bem perto da tão sonhada vaga no CT. Ele está invicto em etapas da World Surf League promovidas pela Red Nose. Ganhou o Red Nose Pro Junior em 2014 em Baía Formosa (RN) e no ano seguinte foi campeão também do QS 6000 Red Nose Florianópolis Pro no Costão do Santinho (SC). Além disso, ainda venceu o QS 3000 da Praia de Maresias no ano passado, então vai defender o título na volta da marca com o Red Nose São Sebastião Pro.

Deivid Silva campeão do Red Nose Florianópolis Pro em 2015 (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

SOBRE A RED NOSE – A Red Nose foi criada em 1996, quando o idealizador da marca conheceu o Pitbull Red Nose, o “puro pitbull”, uma raça até então pouco conhecida. Foi inspirada na agilidade, força, atitude e coragem deste animal que nasceu a Red Nose, uma das marcas mais Xtremes do mundo dos esportes de ação mais intensos e radicais. Começou apoiando as lutas de Jiu Jitsu e MMA, depois outras modalidades como o Big Surf, Skate, Caiaque, Paraquedismo, Motocross e Motorsports, se incorporaram ao team Red Nose Xtreme. Em 2014, a marca realizou seu primeiro evento internacional de surf, o Red Nose Pro Junior em Baía Formosa (RN). E em 2015, promoveu uma etapa do WSL Qualifying Series com status QS 6000 em Santa Catarina, o Red Nose Florianópolis Pro no Costão do Santinho. Curiosamente, ambos os eventos foram vencidos pelo mesmo surfista, o paulista Deivid Silva.

O Red Nose São Sebastião Pro é uma realização da World Surf League com patrocínios da Red Nose, Jeep, Corona, Prefeitura Municipal de São Sebastião e divulgação da 89 FM e Waves, além do apoio da Confederação Brasileira de Surf, Federação Paulista de Surf, Associação de Surf de São Sebastião e Associação de Surf de Maresias. A última etapa com status QS 3000 antes do encerramento da temporada no Havaí, será transmitida ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL) tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 180 eventos globais que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Kai Lenny, Taylor Jensesn, Honolua Blomfield, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.

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João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

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CAMPEÕES SUL-AMERICANOS DA WSL SOUTH AMERICA:

2017 – Thiago Camarão (BRA-SP) e Anali Gomez (PER)

2016 – Leandro Usuna (ARG) e Nathalie Martins (BRA-PR)

2015 – Robson Santos (BRA-SP) e Sofia Mulanovich (PER)

2014 – Alex Ribeiro (BRA-SP) e Jacqueline Silva (BRA-SC)

2013 – Gabriel Medina (BRA-SP) e Anali Gomez (PER)

2012 – Jean da Silva (BRA-SC) e Sofia Mulanovich (PER)

2011 – Gabriel Medina (BRA-SP) e Dominic Barona (EQU)

2010 – Willian Cardoso (BRA-SC) e Anali Gomez (PER)

2009 – Pablo Paulino (BRA-CE) e Taís de Almeida (BRA-RJ)

2008 – Raoni Monteiro (BRA-RJ) e Silvana Lima (BRA-CE)

2007 – Simão Romão (BRA-RJ) e Silvana Lima (BRA-CE)

2006 – Marcondes Rocha (BRA-AL)