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HISTÓRIA DE
OLHO NO MAR
Tudo começou no final dos anos 80, quando o então
na época surfista profissional Cláudio Raposa
teve a idéia de percorrer as praias de Florianópolis
com sua moto para informar as condições do mar dos
principais picos de surfe da ilha.
| “Quando
os orelhões não estavam funcionando, eu
tinha que correr feito louco até achar outro
e passar o boletim para a rádio o mais rápido
possível” |
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O surfe-repórter Cláudio Ricardo
Sahonero, o Raposão, foi o primeiro do Brasil a transmitir
boletins diários sobre as condições das ondas.
Há 16 anos no ar pelas ondas do rádio e 5 anos na
internet, o formato do boletim De Olho No Mar já faturou
prêmios
nacionais e internacionais, sendo referência para os
serviços de informações sobre o mar e os
melhores locais para a prática do surfe entre outros esportes
aquáticos.
| O telefone
celular e a internet deram muito mais agilidade e permitem
o envio de várias edições por dia
do boletim. |
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Mesmo com as novas tecnologias que surgiram nesse
meio tempo, a maratona diária de Cláudio Raposa
é casca-grossa. Todos os dias, Raposão madruga e,
por volta das 7 horas, já está na praia literalmente
“de olho no mar”. Com a carta meteorológica
fornecida pela Epagri* na mão, ele fica de 15 a 20 minutos
observando a direção do vento, ondulação
(Swell) maré, temperatura da água, bancadas de areias,
entre outros fatores.
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“As vezes um desses fatores muda e altera completamente
a condição da onda. Nesses dias o que vale para
a manhã pode não rolar mais para a tarde. Na ilha,
a variação da maré é muito grande.
Há duas grandes vazantes, uma no Norte e outra no Sul.
Quando a maré sobe ou baixa, a quantidade da água
que passa por esses canais é tão grande que influencia
a ondulação em toda a faixa entre a praia Brava
e Naufragados. Basta uma mudança de maré para que
as condições se alterem", explica Raposa, do
alto de seus 15 anos de experiência.
| Os
planos do surf-repórter pioneiro do Brasil são
visionários. “Rola uma união, uma
colaboração mútua entre os responsáveis
pelos disk surfs de todos os Estados. Estamos caminhando
para produzir um boletim nacional em breve.” |
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Além de percorrer as praias de Floripa bem cedinho, Raposa
fica o dia inteiro antenado nas mudanças repentinas do
mar através da Torre de observação que construiu
na redação Olho no
Mar, há dois quilômetros da praia. Com o auxílio
da luneta ou binóculo, ele avista as ondas da Joaquina,
Campeche e do Morro das Pedras. Atualmente o Boletim de Olho no
Mar tem observadores ligados em todo o litoral de Santa Catarina,
Paraná e Rio Grande do Sul.
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